Bactéria é usada para aproveitamento de rejeitos; alternativa é mais barata que a tradicional, que utiliza ácido sulfúrico.
Uma pesquisa realizada na Universidade Estadual de São Paulo (Unesp) desenvolveu uma nova técnica para a extração de metais que acabam sendo descartados depois que esses minerais são retirados do solo. A química Nury Alexandra Muñoz Blandon utilizou bactérias no processo, que deu bons resultados em laboratório. A aplicação já está disponível para as mineradoras, mas ainda não foi adotada de forma comercial.
No mercado, já existem alternativas para a extração dos minerais descartados, que acabam acumulados em barreiras de rejeitos. A vantagem da nova técnica é o custo: atualmente, as mineradoras acabam abrindo mão da extração do minério presente nos rejeitos porque a relação custo-benefício acaba não sendo compensadora. Com as bactérias, a extração já vale a pena. A novidade da pesquisadora da Unesp também reduz o impacto ambiental, já que não há uso de produtos químicos na técnica.
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