Desde o surgimento das primeiras aplicações de técnicas de logística, a partir dos anos 70 até hoje, o uso de pacotes e sistemas computacionais no apoio às decisões logísticas têm aumentado consideravelmente.
Os benefícios originados pela sua aplicação são incontestáveis, principalmente na gestão das operações relacionadas ao fluxo do produto. Esses benefícios aumentam na medida em que instrumentos eletrônicos são agregados ao sistema ou pacote.
Um bom exemplo de aplicação na armazenagem, é a convergência que scanners de leitura ótica de código de barras, possuem com pacotes do tipo WMS (warehouse management system), ainda mais se o scanner possibilitar a comunicação através de radiofreqüência.
O fluxo das informações e decisões passa por um algoritmo que proporciona checagem de ações com o objetivo de evitar erros, alem de ser fonte de informação das ações realizadas no armazém.
O mesmo ocorre com sistemas de gerenciamento de transportes (TMS – transport management system), e sistemas de gerenciamento de produção, também chamados de MRP II (manufacturing requirement planning). No primeiro caso, o uso de microcomputadores de bordo e rastreadores e no segundo caso o shop floor são instrumentos potencializadores dos sistemas mencionados.
Os empregos mencionados acima são bons exemplos de tecnologia da informação aplicada a logística, porém são aplicativos pontuais e não sistêmicos e deixam a desejar quando se trata de gerenciamento do sistema logístico.
Os dados originados dos instrumentos garantem que as operações serão realizadas dentro do esperado e contribuem para que operações complexas atinjam os objetivos desejados.
A falta de integração desses pacotes de gestão das operações com o gerenciamento tático e estratégico da logística empresarial, externaliza a necessidade de criação e implantação de um sistema de informações que incorpore as necessidades de planejamento e gerenciamento das realizações.
Um sistema de informações trata os dados de três formas distintas: recuperação, processamento e análise de dados. A primeira é a recuperação de dados, onde a informação é mostrada (na tela ou impressa), com o mesmo lay-out de entrada.
A segunda forma é o processamento de dados, onde os dados saem com lay-out diferente em relação a sua entrada. A terceira forma é o gerenciamento de dados. Esta forma de tratamento de dados fornece informações que auxiliam na tomada de decisões gerenciais, através das aplicações de modelos matemáticos ou algoritmos computacionais.
A existência de pouquíssimos modelos logísticos, que possibilitem o gerenciamento tático e estratégico com visão sistêmica (suprimento, produção, distribuição, utilização e reversão), e com convergência de objetivos da logística (fazer melhor e mais barato), é um fator que dificulta a adoção de sistemas de informações logísticas.
Agrava ainda mais, a falta de compreensão da filosofia da logística empresarial por parte dos gestores que devem realizar a análise gerencial. Embora existam ferramentas que possam induzir os gestores a imaginar que estão realizando o gerenciamento logístico, como o BI (business intelligence), não existe a possibilidade de análise adequada.
Para que exista um sistema de informações gerenciais de logística adequado, é necessária a existência de modelos que proporcionem uma análise robusta e isso requer conhecimento dos gestores acerca do funcionamento das variáveis que fazem parte do modelo.
Sem esse conhecimento não existirá análise e muito menos gerenciamento do sistema logístico através de sistemas de informação.
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